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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Investidores querem usinas no CE

Empresas portuguesas e espanholas estão interessadas em instalar usinas de tratamento de resíduos sólidos no interior do Estado. Os investimentos devem ficar entre R$ 20 milhões e R$ 80 milhões.

Lixo tratado, reciclado e transformado. Pode parecer uma realidade distante no Ceará, mas os primeiros passos estão sendo dados para mudar o destino do lixo. Investidores de empresas portuguesas e espanholas articulam parcerias com o Governo do Estado para trazer usinas de tratamento de resíduos sólidos aos municípios do Interior.

A estimativa de investimentos está entre R$ 20 milhões e R$ 80 milhões em cada usina, segundo o presidente da Associação Interbrasileira de Investidores de Energias Renováveis (Abrinter), Cleuber Luiz Sobrinho. Os investimentos variam de acordo com o tamanho da população que pode variar de 30 mil a 300 mil pessoas.

O objetivo é distribuir as usinas de modo que o lixo das cidades menores possa ser enviado para usinas nas cidades maiores.

O consultor de negócios internacionais da Espanha, Carlos Lopez, destaca que existem três grandes grupos espanhóis interessados em participar dos investimentos.

“Estamos nas primeiras fases de conhecer todas as possibilidades”, diz o consultor.
 
Consórcios públicos

O interesse, segundo os investidores, surgiu a partir dos consórcios públicos formados entre os municípios.

Nos consórcios, foi feito estudo de todos os aterros do Estado e os municípios se uniram a partir de características próprias, como geografia e tipo de solo. Neles também foram estabelecidos critérios para definir cidade polo para instalar aterro ou uma usina de beneficiamento do lixo.

O Instituto para o Desenvolvimento de Consórcios (IDC) foi responsável por 23 consórcios no Ceará. De acordo com a presidente do IDC, Regina Rego, quase todos os municípios do Estado estão consorciados para resolver os problemas de destinação de resíduos sólidos.
Gabriela Ramos 
gabrielaramos@opovo.com.br

Jornal O Povo

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Lixo] Sacolas plásticas serão abolidas em 2012 no Ceará

No próximo ano, no máximo até julho, as sacolas plásticas distribuídas, gratuitamente, nos supermercados para os clientes guardarem as suas compras, vão ser abolidas definitivamente. A previsão é do presidente da Acesu (Associação de Supermercados do Ceará), Aníbal Feijó, justificando que esteve em São Paulo participando de reunião da área nacional e o principal assunto em pauta foi este.

As mercadorias adquiridas pelos fregueses, segundo ele, serão conduzidas em sacolas retornáveis e em caixas de papelão ou em algum recipiente levado de casa para o supermercado. Informa que os supermercados vão ter sacolas biodegradáveis para vender por preço simbólico para não pesar no bolso do cliente.

As sacolas, explicou ainda, vão estar nos caixas para serem vendidas, uma operação que já começou para que o povo vá logo acostumando com a mudança que será necessária para não degradar o meio ambiente. Foi lembrado a ele que as sacolas plásticas são aproveitadas nas casas dos clientes para a colocação de lixo.


SACOS PARA LIXO

A resposta dele foi de que o cliente pode comprar sacos plásticos apropriados para lixo que têm duração curta e que não ofendem o meio ambiente. Ele assegura que as empresas já estão produzindo esse tipo de saco. E dá uma sugestão: “nós temos desde já de abolir as sacolas plásticas para evitar a degradação do meio ambiente no mundo”.

Informou também que está sendo inaugurada uma nova loja do grupo de supermercado G. Barbosa, na avenida Bezerra de Menezes, com amplo espaço para a venda de eletrodomésticos e novas lojas estão para ser inauguradas em todo o Ceará. O Ceará já tem cerca de dois mil supermercados e no interior outros serão implantados, conforme Feijó.
 
Fonte: O Estado